quinta-feira, 9 de junho de 2011

Tudo pede

Eu sei que há muito nada escrevo por aqui...
Falta de tempo, preguiça, seja o que for, mas é não por falta do que dizer, tenham certeza.


Este mês de junho pode não equivaler à primavera para nós, que nos encontramos nos países do hemisfério sul, mas, com certeza tem um quê de romance. Ah! E também não é pela data de Dia dos Namorados no Brasil, porque no resto do mundo é comemorado dia 14 de fevereiro, como o dia de São Valentino. (bem, isto não vem ao caso agora rs)


O quê de romance, ao meu ver, é pela prória tradição junina. É pela festa familiar, pela ajuda coletiva ao preparar as comidas de milho, pelo friozinho da época, pelas fogueiras na rua (por favor, não venham discutir agora quaisquer questão de Direito Ambiental; atenhamo-nos ao simbolismo, à beleza), pelo forró pé de serra, simples, com o seu ABC do sertão, com o seu romance à moda antiga...


Enfim, é também pela perfeição de o Maior São João do Mundo ter colocado Santanna, O Cantador, para se apresentar no Dia dos Namorados este ano, que, além de tudo, cai num domingo... Domingo, um dia de renovação, um dia de devoção.


É por essa sensação boa com a qual estou, especialmente esta semana, que venho postar para vocês (sim, o post verdadeiro ainda vem rsrs) uma mensagem de amor. Não uma que venha a tentar definí-lo, já há tantos escritos por aí, "melhores, mais completos, até". Mas um, de nosso Nordeste, que realça quem já sentiu esse belo sentimento...


Segue, para todos vocês, "O que é o amor", de Accioly Neto.
(muito bem interpretada por Santanna, O Cantador :p )








Só quem sabe o que é o amor
É quem passou por uma vez na vida
A emoção de uma paixão perdida
Toda a aventura de um bem querer
Só quem sabe o que é o amor
É quem trocou tudo por um carinho
Quem já gozou e já ficou sozinho
Porque jogou sem medo de perder
Só quem sabe o que é o amor
É quem correu atrás, é quem foi fundo
É quem brigou desafiando o mundo
Para ter sempre o seu amor do lado
Só quem sabe o que é o amor
É quem pecou pela cumplicidade
Quem já provou do beijo da saudade
E como eu inda é apaixonado

Mamãe bem que me disse, morena.
Que eu não viesse por aqui
Mas pai era teimoso, morena.
Por isso é que eu te amo assim"


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tudo de novo; Drummond

Feliz Ano Novo, pessoas!

Desculpem-me a ausência...
Poderia lhes dar inúmeras desculpas, desde falta de tempo até falta de espírito. É, às vezes isso ocorre. Mas, tenho este blog somente para gritar sobre coisas alegres, sobre valores, sobre qualquer coisa que possa despertar algo bom, enfim.
Encontrei um bom texto para se iniciar o ano.
Deixo vocês com o mestre Carlos Drummond de Andrade:


 "(...) invente aí qualquer coisa que possa alcançar o seu vizinho e despertar nele o desejo de comunicá-la a outro vizinho, e este a outro, e outro a outro, até os grandes da Terra, tão coitadinhos na solidão do poder; invente qualquer coisa, olhar compreensivo, gesto, palavra. Não achou? Então recorra ao dicionário, tire de lá paciência, tire boa vontade. Use-as. Não há melhor chiclete, meu mano, para a humanidade mascar."
(Carlos Drummond de Andrade em 04 de janeiro de 1967; Publicado no livro Caminhos de João Brandão)